Agência de comunicação boutique: conheça as vantagens de se trabalhar mais próximo ao cliente

Group of businesspersons tapping hands / hi-fiving in agreement in a meeting at office

Empresários buscam cada vez mais o atendimento personalizado das agências menores para gerenciar a comunicação da sua marca com a vantagem da redução de custo, maior eficiência e entregas mais rápidas

Durante toda a minha trajetória profissional, acompanhei as diversas nuances do mercado de comunicação. Houve uma época em que as grandes agências, por exemplo, com um alto número de funcionários, com uma carteira de clientes de peso e uma ampla estrutura física contavam pontos no momento da contratação de um serviço. Na cabeça dos empresários era o sinônimo de resultado e qualidade de entrega.

Porém, nem todo mundo consegue transpor esse cenário para outra realidade: uma grande rotatividade de colaboradores que, muitas vezes, estão insatisfeitos com seus salários; a sobrecarga de atividades de vários clientes da agência em cima da mesma pessoa; o alto custo com uma infraestrutura que poderia ser mais enxuta; e, o principal, a falta de tempo para se pensar, de forma efetiva, na estratégia de comunicação de uma marca.

Não foram poucas as vezes que presenciei o descontentamento por terem contratado os serviços de uma grande agência. A frustração com o resultado entregue nos relatórios muito bem elaborados e apresentados no final de uma ação. E muitos executivos ainda me perguntam: “como as agências maiores podem oferecer um trabalho direcionado e com bons resultados para eles?”. A resposta é simples: não podem, não tem como!

Enquanto o faturamento e o volume de clientes atendidos for o foco do trabalho, é impossível ter a personalização dos serviços. E é aqui que vejo as agências menores, chamadas de “boutiques” dando um salto em qualidade. Acompanhe o raciocínio a seguir:

1 – O trabalho mais próximo ao cliente

Um ponto essencial para gerenciar uma marca com qualidade. Afinal, estamos falando de comunicação. O compartilhamento de informações entre a própria equipe de atendimento da agência é essencial. Pode parecer óbvio, eu sei, mas existem muitos atritos de relacionamento e estratégias desalinhadas por causa da rotatividade e do alto número de pessoas envolvidas em uma mesma operação.

Além disso, a sintonia e a troca entre agência e cliente é primordial. A comunicação é uma via de mão dupla. Não existe trabalho eficaz tendo somente a atuação da agência, sem o envolvimento do contratante.

Portanto… empatia; o relacionamento próximo da agência (incluindo a diretoria e os colaboradores) com a equipe do cliente; o tempo disponível para se aprofundar na cultura do trabalho exercido pela empresa; o entendimento das suas reais necessidades; as reuniões frequentes (presenciais e/ou on-lines), dentro de um cronograma pré-estabelecido; o alinhamento em conjunto das estratégias que darão visibilidade para a marca; a disponibilidade para atender de maneira ágil as diversas situações que podem acontecer no mercado em que o cliente atua são alguns dos pontos que devem ser levados em consideração para se ter um resultado expressivo em comunicação.

2 – Liderança

Você sabe quem são os líderes da agência de comunicação que contrata? Suas experiências profissionais, as grandes conquistas que tiveram ao longo da sua trajetória, as empresas atendidas ao longo da carreira? E mais: sabe quais são os cases conquistados para cada marca atendida?

Em uma agência boutique, geralmente é o próprio fundador/dono, o grande responsável pelo “cérebro” da operação e que sempre está presente em todas as frentes. E ele não migrará para outra agência em busca de uma melhor colocação profissional, como fazem os funcionários das grandes agências. Esta é uma grande vantagem para empresas que optam por um atendimento mais próximo e, por isso, cúmplice.

Cansei de ver clientes satisfeitos com os resultados da divulgação e, de repente, tudo se perde com a saída de um profissional da equipe. Inclusive, já vi muitos clientes rompendo o contrato e procurando o atendimento para trabalhar diretamente com ele. Ou seja, não é o porte da agência, é a expertise!

Um bom líder na linha de frente no atendimento ao cliente e conhecedor do conceito de atuação da marca, como é o caso nas agências de comunicação que oferecem serviços desde assessoria de imprensa, passando pelo marketing de conteúdo e influência, entre outros, certamente saberá conduzir uma boa equipe, mesmo que enxuta.

3 – Custos

Impossível não falar de custos, principalmente em momentos de crise como estamos vivenciando com a pandemia COVID-19. Uma grande agência, com uma grande estrutura, prédios luxuosos, uma ampla folha de pagamento… exato! Reflete em uma conta maior para o cliente, fato! E como vimos acima, o que conta é a expertise, certo?

Outro ponto que se deve levar em consideração é o interesse das grandes agências em reter colaboradores. Muitas chegam a oferecer benefícios e atividades de entretenimento extraordinários (como happy hour constantes, festas, sala de jogos etc), tudo para deixar os colaboradores mais engajados com a companhia. E quem paga a conta não é a agência.

As boutiques prezam pela eficiência e praticidade. Estruturas menores, porém funcionais. É a velha máxima: “menos é mais”. E no caso, o mais para o cliente se reflete em preços mais acessíveis, com o bônus do resultado final de excelência, sem contar a qualidade de vida dos seus colaboradores que é sempre possível acompanhar com mais atenção pelo líder da agência menor.

4 – Humanização

Processos burocráticos em que a hierarquia fala mais alto não vem acompanhado de um trabalho humano, dinâmico e mais próximo ao cliente. As butiques são gerenciadas por pessoas que possuem uma paixão e seus líderes buscam por colaboradores engajados com os mesmos propósitos de vida. O resultado do trabalho final entregue ao cliente é o fruto de um projeto pessoal, acima de tudo. É o sonho realizado de exercer com excelência a vocação profissional.

E o resultado dessa paixão não poderia ser diferente: uma estreita relação, tanto com o cliente quanto com a equipe interna da agência; tempo para conhecer os empresários como pessoas, não apenas como marca; estratégicas mais elaboradas, individualizadas, criativas e sem burocracias; uma comunicação mais direta, dinâmica, eficiente e com uma linguagem mais adequada ao perfil da empresa; e, claro, a satisfação do cliente em primeiro lugar, prezando pela economia dos recursos envolvidos.

Damaris Lago é jornalista e fundadora da agência AtitudeCom Comunicação Estratégica

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