LGPD: Adeus, cookies! Bem-vindo, contexto

*Lara Krumholz 

Nos últimos dois anos, temos falado com frequência que estamos em “eras”, sejam elas da “individualidade”, do “conteúdo” ou da “experiência”. Essa exacerbação pode ser reflexo de uma outra palavra que entrou de vez nos nossos vocabulário e cotidiano, “exponencial”, cujo significado remete a transformações expressivas. Todas essas “eras” traduzem também o que devemos entregar aos nossos clientes, consumidores e potenciais fãs e seguidores quando falamos em marcas, produtos e serviços. 

E hoje o caminho para fazer isso com pertinência é o contexto. Nós precisamos dar “adeus aos cookies”, ao histórico de navegação, hiperbolicamente falando; e dar as boas-vindas aos elementos e atributos contextuais, que analisam a semântica dos conteúdos para entregar comunicação e experiências sob demanda para o consumidor no momento e na maneira mais adequados. 

Especialmente agora com a chegada da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), prevista para ser implementada em agosto de 2020, podemos fazer essa atualização do mercado, com elaboração de boas práticas e diminuição do uso de cookies como base de alcance. O pilar da estratégia digital deve evoluir em iniciativas relevantes para o contexto de hoje. 

Além dos ganhos em atributos de marca e de awareness com estratégias mais qualificadas, outra vantagem do elemento contextual está em ser uma opção que não se baseia nos dados do consumidor, e sim no conteúdo em tempo real. Por isso, é a solução que apresenta um potencial imenso no momento em que a sociedade começa a olhar cada vez mais para a segurança dos dados – vide vazamentos – e os consumidores cobram informações sobre o uso que as marcas e empresas querem fazer a partir dos seus dados. 

Hoje, na Europa, por exemplo, as marcas já lidam com a redução da quantidade de dados, o que tem gerado impacto na definição de estratégias de comunicação, emprego de analytics e de métricas. Isso em decorrência de ações como a implementação da GDPR (lei de dados na região), bloqueadores de cookies da Apple ou por preocupações com brand safety.  

Todo esse cenário tem feito com que o pêndulo do investimento em mídia mova-se cada vez mais para ações contextuais, que oferecem caminhos mais fáceis para engajar a audiência e reforçam a importância do conteúdo qualificado. Pelo fato de o marketing contextual garantir a compatibilidade do anúncio ou campanha com o conteúdo exibido na tela, os visitantes de portais e plataformas sociais são impactados por uma comunicação relevante e efetivamente útil aos usuários, estabelecendo uma maior conexão para as marcas.  

Dar adeus aos cookies hoje é abrir-se para a essa nova realidade de mercado, buscando conhecimento sobre estratégias de geolocalização, comportamento, demografia e sincronização entre situações do dia a dia, como mudança de temperatura e eventos, que ativam ações no ambiente digital. É contar com a Inteligência Artificial (IA) e o Processagem de Linguagem Natural (PLN) para incrementar as iniciativas de comunicação, estimulando experiências e conteúdos criativos que levem os consumidores a outros níveis de engajamento. 

Lara Krumholz é vice-presidente da DynAdmic para a América Latina 

O consumidor mudou, você está preparado para ele?

Com os avanços tecnológicos, as empresas têm buscado inovar cada vez mais nos serviços que são oferecidos, mas acabam esquecendo de investir no que é mais importante, a experiência do consumidor cliente. Um E-book recente produzido pela  NeoAssist , plataforma tecnológica que oferece experiência omnichannel para relacionamento com o cliente, apontou o perfil desse novo consumidor que, em suma, busca mais relacionamento e sinergia com as marcas, continua em constante evolução. 

Além dos valores que o consumidor 3.0 já tinha, como ser altamente informado, socialmente conectado, sensível a preços, confiança nos outros usuários, gosto por se autopromover, busca por gratificação instantânea e inconscientemente seguro. Hoje, o 4.0 agregou novas características, como a coparticipação, pois eles não querem ser só ouvidos, mas envolvidos nos processos e serem transparentes, uma vez que ele espera comprar de uma marca que fala a verdade em todos os âmbitos. E, que tenham engajamento social, uma vez que eles esperam que as mesmas façam algo que esteja além das suas expectativas, preconceito ou atitudes, e aquelas que não sejam socialmente aceitas causará um impacto extremamente negativo para a imagem da empresa. Sendo assim, como conquistar e fidelizar esse novo público? 

Para atender às suas expectativas, primeiramente é fundamental estreitar a relação entre eles. Só conhecendo melhor cada indivíduo e, não o considerando somente um número, você descobre as suas necessidades. Até porque, ao longo dos últimos anos a gente tem visto mais o empoderamento do usuário. Ele passa cada vez mais a escolher os produtos e serviços, que vai adquirir, baseado na experiência que tem com cada marca. 

Sendo assim, é preciso dar voz a ele, entender suas necessidades e desejos, além de entregar soluções ágeis e eficazes pelo canal de sua preferência. Esse é o caminho para conquistar cada vez mais seu público e torná-lo fiel. Todo operador de atendimento deve tratar cada um deles de maneira personalizada e resolver suas questões com rapidez e qualidade. 

Isso porque, eles não têm tempo de lidar com serviços demorados e ineficientes. Por isso, é preciso ter alinhamento e uma boa comunicação entre as equipes da empresa. Só assim, a central de atendimento estará realmente preparada para resolver os seus problemas. 

Nesse sentido, uma plataforma omnichannel pode ser fundamental. Com uma solução que integra os canais e processos, a visualização de cada caso se torna mais clara. Desse modo, o operador de atendimento poderá colocar todo o seu foco no cliente, de forma individual, e entregar-lhe uma solução de forma efetiva e satisfatória, de preferência no primeiro contato. 

Mas, caso ele não seja resolvido rapidamente, é muito importante compensar os usuários com benefícios ou ofertas para reparar essa demora. É dessa maneira que o consumidor 4.0 transformou o serviço de atendimento. Se um dia, ele não teve autoridade ou muita importância dentro das marcas, hoje é ele quem dita as regras. 

Para se preparar para essa nova era, é importante investir e colocar o cliente no centro do negócio. Ter ótimos resultados e sucesso no mercado serão consequências da melhor experiência para o público. Boa sorte! 

*Albert Deweik é CEO da NeoAssist – plataforma tecnológica que oferece experiência omnichannel para relacionamento com o cliente.

Você é fake?

Mais importante do que qualquer técnica de posicionamento é ser você mesmo – na internet ou fora dela

Existem diversas técnicas e sugestões que podem ajudar você a se comunicar melhor na internet e ao vivo. Mas não se iluda. Nenhum recurso é mais poderoso ou fará efeito sem uma arma legítima e intransferível que você já tem: sua autenticidade.

Apenas seguir sugestões e técnicas de especialistas não vai lhe garantir a consistência que você precisa para ganhar a confiança e o interesse das pessoas. Muitas vezes, seguir fórmulas gera o efeito inverso e acaba transformado você em uma persona que não corresponde ao que os outros enxergam na realidade. Com isso, fatalmente, você se torna fake; uma imagem nas redes sociais que não se sustenta de perto nem ao longo do tempo, já que credibilidade está diretamente ligada a autenticidade.

Ser autêntico é basicamente ser você mesmo. Isso, por si só, já o diferencia de qualquer pessoa. Porém, faço uma ressalva: seja você mesmo, mas na sua melhor versão. Afinal, por que você compartilharia com o mundo o que não gosta em si mesmo?

Minha sugestão é: mostre ao mundo o que você tem de melhor. O seu melhor conteúdo. O seu melhor ângulo.

O que as dicas de especialistas podem fazer é ajudar você a escolher que partes da sua verdade quer mostrar para sua audiência – e como fazer isso sem perder a espontaneidade. Dentre tudo o que você é de fato, encontrar os pontos fortes para criar uma estratégia de posicionamento de sua marca pessoal.

Compartilho a seguir alguns dos princípios que podem ajudar você a encontrar a sua melhor versão de si mesmo.

Autoaceitação

Para identificar seus pontos fortes, primeiro você precisa de coragem para encarar suas fragilidades. Seus medos e travas. Muitas vezes, criamos uma imagem de nós mesmos que diz mais sobre quem queremos ser do que sobre quem somos de fato.

É preciso aceitar, por exemplo, que se está nervoso antes de subir no palco. Vejo muitas pessoas perdendo a credibilidade por terem assumido uma arrogância que leva a audiência a concluir que elas não sabem do que estão falando. E isso pode ser apenas resultado da resistência em admitir que se está nervoso.

Ao identificar uma barreira interna – como o nervosismo –, abrem-se suas perspectivas. Você pode trabalhar os pontos em que precisa melhorar. E poderá ser autêntico, em vez de fingir estar sentindo algo diferente do que está.

Autocomunicação

Tudo o que acontece em nossas vidas, acontece duas vezes. Primeiro, em nossa mente. Depois, na vida real. Esse processo é o da comunicação mental, consigo mesmo – que eu chamo de autocomunicação. É o seu diálogo interno.

Este diálogo é sempre a maior concorrência para um palestrante ou um influenciador digital, que tenta capturar a atenção de sua audiência. Um pensamento é capaz de desviar o foco da pessoa. Levá-la ao WhatsApp ou a lembrar no compromisso que tem a seguir. A autocomunicação acontece o tempo todo, a maior parte dele de forma inconsciente.

Meu convite aqui é para que você comece a conduzir sua autocomunicação. Que escute seus pensamentos, identifique onde está sua atenção e suas inseguranças.

Faça perguntas para entender como está a cada momento. Por exemplo, enquanto conduzia a palestra sobre marca pessoal em Portugal, eu me questionava silenciosamente: como está o tempo da palestra? Será que estou no horário? Será que estou entrando demais no detalhe? Qual o próximo tópico do meu roteiro?

Autocompaixão

Nessa caminhada de desenvolvimento, nosso diálogo interno pode nos fortalecer ou nos fragilizar frente aos nossos erros. Pensamentos de autocompaixão auxiliam nossa aceitação e permitem que possamos evoluir apesar dos percalços da vida. Para sermos verdadeiros precisamos nos encarar, aceitar e acolher. 

Atenção plena

Mas como ouvir seus pensamentos? Como identificar seu estado interno? A resposta é simples (o que não significa que seja fácil): pratique a atenção plena.

Com técnicas de respiração, por exemplo, busque estar no momento presente. Seu pensamento se perdeu no que você fez ontem ou no que vai fazer amanhã? Traga-o de volta para o agora. Perceba como as emoções se manifestam no seu corpo. Onde estão suas mãos, como está sua expressão facial.

O exercício de voltar ao momento presente e colocar atenção no que está fazendo o ajudará a identificar seu estado e a melhorar a qualidade do diálogo interno. Está nervoso? Procure se acalmar direcionando seus pensamentos. Está confiante? Expresse isso intencionalmente com mais entusiasmo enquanto fala com as outras pessoas.

Credibilidade

Transmitir credibilidade é o objetivo mais importante em qualquer comunicação. E não se cria esse efeito somente com a fala, mas principalmente com a linguagem não verbal. Isto é, seus gestos, expressões, maneira de falar e outros aspectos que, em geral, acontecem de maneira inconsciente.

Não existe estado neutro. Sempre estamos nos comunicando. Mesmo ficar parado, em silêncio, durante uma reunião, está comunicando alguma coisa às outras pessoas.

Quanto mais leve estiver por dentro, mais ciente de suas forças e fragilidades e mais consciente do que está expressando, mais credibilidade tende a passar ao seu público. Menos fake você soará para quem o ouve, vê ou lê.

Estes são princípios que nunca se esgotam. Vamos desenvolvendo cada uma dessas habilidades à medida que as praticamos.

Por Eduardo Adas, sócio fundador da SOAP – Apresentações profissionais

Quem precisa de media kit (ou mídia kit)?

Todas as pessoas que fazem ou querem fazer negócios enquanto empreendedores digitais devem ter um media kit ou mídia kit, como influenciadores digitais, marcas, mídias, blogs e criadores de conteúdo. Esta ferramenta comercial é imprescindível para quem está buscando parcerias ou patrocínios com marcas.

O objetivo deste documento é mostrar, sempre de forma clara, objetiva e criativa, quem é você ou seu canal, e como se desenvolve o seu trabalho. Diferente do que muitos acreditam, não é apenas um arquivo comum para “inglês ver”. Ao contrário! É por meio do media kit que você terá uma oportunidade inicial de ganhar a atenção dos patrocinadores. Por isso, investir tempo e dedicação para apresentar um material moderno, clean e interessante, é o que pode determinar o sucesso do seu contato.

É importante você entender, também, que não se trata de uma simples apresentação ou currículo. É diferente! Isso porquê, no media kit (mídia kit) você precisa mostrar a sua parte mais estratégica, como nível de engajamento, diferencias, sugestões e formatos de trabalho, além de valores básicos para negociações.

Veja como fazer;

  1. Defina quem vai fazer o design do seu media kit. Caso você tenha habilidade, pode fazer em Power Point ou conseguir um template gratuito ou pago em plataformas como a Canva.com
  2. Desenvolva também seu logotipo, caso não tenha.
  3. A primeira lâmina será a capa, por isso, capriche no visual.
  4. Descreva quem é você, com dados básicos – nome, idade, profissão, onde mora e alguma curiosidade se achar bacana, como seu signo, um hobby, etc
  5. Fale um pouco da sua história, princípios e objetivos
  6. Explique seu trabalho, seu nicho e seu público
  7. Exponha seus números e alcance, principalmente de engajamento
  8. Cite parcerias relevantes que já realizou e patrocínios com algumas marcas, caso os tenha
  9. Explique os formatos de trabalho que desenvolve e média de valores, mas deixe claro que pode desenvolver projetos exclusivos e outros formatos
  10. Cite regras, o que pode e o que não pode fazer, como o que está incluso ou não nos valores que passou
  11. Na última página agradeça com um simples OBRIGADO (A)! e coloque contatos e endereços de suas redes

Sucesso!

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Podcast: agora vai!

Definitivamente agora é a vez (de verdade!) do podcast no Brasil. Uma pesquisa da Deezer, de julho deste ano, registrou um crescimento de 67% no consumo nacional. Os brasileiros estão cada vez mais dedicando atenção aos conteúdos de podcasts disponíveis em plataformas diversas, mas principalmente, no Youtube. Isso mesmo! A maioria dos brasileiros que opta por esta mídia é via Youtube.

Com o aumento do interesse desta mídia, a AtitudeCom passou a criar projetos personalizados para seus clientes e prospects. A agência conta com o apoio de um time de jornalistas para desenvolver toda a concepção e estratégia do canal e, para a produção e distribuição, oferece outra equipe especializada em Sound Design, que são os profissionais que desenvolvem as vinhetas, trilhas e produção.

Dentro do pacote, a agência oferece ainda toda a gestão do canal, distribuição e atendimento aos ouvintes.  Para mais informações e orçamentos, entre em contato pelo e-mail ola@atitudecom.com.br

Confira aqui artigo da CEO da AtitudeCom, Damaris Lago, sobre a importâncias das marcas construirem canais próprios de conteúdo para empoderar seus clientes e público em geral.

#podcast

#conteúdo

#estrategiadecomunicação

#youtube

#spotify

#deezer

Assessoria de Imprensa ou de Comunicação?

Eu vivo e respiro assessoria de imprensa há 30 anos. Por mais que pareçam óbvias as mudanças ocorridas nos últimos anos,  me deparo, frequentemente, com diversas dúvidas e controvérsias de profissionais da área, sobre o que funciona ainda. Afinal, em que novidade apostar e como uma agência de assessoria de imprensa pode ajudar depois da mudança radical na forma de se comunicar com os públicos e com o poder das redes sociais?

Certamente, os profissionais responsáveis pela área de marketing de empresas – não importa o seu tamanho, estão cada vez mais ansiosos por resultados espontâneos, pois todo mundo sabe da importância da divulgação orgânica, quando as pessoas falam de sua marca por admiração e merecimento por vontade própria.  Sem dúvida, a corrida pelo engajamento é agora moeda de ouro. 

Por outro lado, os espaços das mídias tradicionais estão sumindo e o branded content tem sido a salvação não só das mídias tradicionais como de muitos assessores de imprensa. Mas não vamos nos enganar!  Estes espaços são comprados e jamais serão contabilizados como orgânicos. O único problema que vejo nesta questão, é quando as agências não revelam aos seus clientes que são espaços comprados. 

Positivamente,  uma avalanche de novas redes e canais brotam com boas propostas e a possibilidade para as marcas criarem seus próprios canais é pra lá de interessante. Isso também é poder, mas somente quando as pessoas podem participar e opinar. 

Eu acredito, sem dúvida, e já afirmei isso em outros textos, que o mundo está melhorando. Gosto da geração Z, e acredito também, que a automação industrial vai forçar o homem a buscar seu maior propósito: desenvolver sua mente e espírito e criar um mundo mais justo. Mas é incrível como a maioria de nós ainda está adormecida, esperando que as coisas voltem a ser como antes. Sim, quantas partes de nós estão ainda na não-aceitação de que o mundo gira a todo instante e é preciso girar junto? Quantos de nós podemos dizer, de verdade, que estamos em busca de soluções para um mundo mais justo e sustentável? Qual é o preço que aceitamos pagar e qual a nossa contribuição? Estamos de fato construindo este novo mundo ou estamos tentando enganar sutilmente com ações pouco claras e confundindo tudo?

Uma outra parte muito interessante, a dos profissionais modernos e descolados, sabendo da importância de atuar em sintonia com as inovações, segue atirando pra todo lado, sedento por não perder o timing e conquistar mais espaços. Mas é exatamente aqui que nos deparamos com campanhas e resultados que beiram o mal gosto e falta de senso total. O perigo é quase mortal. Uma empresa de 50 anos pode desaparecer em poucos dias em consequência de campanhas pouco pensadas e ponderadas. E isso também conta o inverso. O consumidor também se retrata hoje se causa prejuízo a uma marca indevidamente.  

Como então apostar para acertar? Como escolher os canais certos e desenhar estratégias em um mundo que pede cada vez mais diversidade, respeito, liberdade,  mas dentro de um campo minado com milhares de pessoas que observam atentas cada passo que você dá e que, num piscar de olhos, pode te julgar mal e denegrir sua imagem em questão de segundos?

Neste sentido, o que observo, é o quanto muitos profissionais da área não fazem a lição de casa e, na ambição de inovar, o básico e os processos não são respeitados. Pra começar, as pessoas envolvidas não são escutadas. Existe a pressa, que é lá que mora o milagre do resultado mágico com mínimo esforço possível. Existe também o milagre do resultado que vai dar certo com uma campanha estrondosa e verba minúscula, contando com a generosidade eterna de Deus, sempre!  

Ultimamente, percebo que a sorte nunca foi tão desejada como outrora, não por não se fazer absolutamente nada por falta de recursos, mas ao contrário, pelo empoderamento e liberdade que as redes sociais e o sucateamento de serviços promovido pela crise ou busca pelo estrelato barato dispõem. Como disse uma cliente, já não vivemos mais em tempos líquidos e sim gasoso. 

A lição de casa é o estudo aprofundado do que se propõe, é o “escutar” mais que o  “falar”, é o planejamento apurado e construído em semanas, meses, e não em dois dias. É lembrar da responsabilidade de todos os envolvidos, porque as pessoas não suportam mais mentiras e injustiças. 

É impressionante como, hoje,  as campanhas com modelos da hiper-realidade incomodam mais do que pernilongo zumbindo na orelha a noite toda. As pessoas querem casos reais. A transparência e a verdade é o único valor admirado.  E isso só tende a crescer. 

Na verdade, os canais não importam, porque a única maneira de conquistar os seus públicos é oferecendo ferramentas para serem livres e empoderados  O conteúdo verdadeiro e o respeito da resposta são as grandes apostas. A comunicação transparente com seus clientes e consumidores é a única ferramenta que vai funcionar de fato. Ponto. 

É exatamente assim que as marcas tem ganhado respeito, admiração e reconhecimento. Chegando neste patamar, não há com o que se preocupar, as pessoas vão falar e recomendar suas marcas.  Este relacionamento claro e a habilidade para construir pontes com os públicos, só pode ser desenvolvido por profissionais especializados na arte de se comunicar. A sensibilidade para este entendimento deve ser apurado e qualificado. Estamos falando do importante papel dos relações públicas e os serviços da nova assessoria de imprensa, termo este, que agora, mais do que nunca, deve ser aprimorado para assessoria de comunicação. 

A assessoria de comunicação deve, em primeiro lugar, entender a atuação do seu cliente e o conceito da marca, o DNA, e assim, propor uma estratégia de comunicação, unicamente baseada na forma real de sua atuação. O que vai diferenciar é a criatividade na elaboração de propostas, sempre respeitando todos os envolvidos. 

Estimular este diálogo, entre marcas e seus públicos,  será a grande tarefa das boas agências de comunicação. Simples assim, porém complexo o suficiente para não ser executado por qualquer um, pois envolve direito e deveres. A humanidade parece de fato estar assumindo seu verdadeiro papel. 

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Damaris Lago é CEO da AtitudeCom

Marcas: a responsabilidade de criar ou patrocinar novos canais para empoderar pessoas

A informação se tornou a mais valiosa moeda do mundo. Com isso, muitas marcas ainda estão filosofando sobre como lidar com o turbilhão de possibilidades de diálogo com seus públicos, disponibilizadas pelas redes sociais. Essa mudança radical na forma de consumir informação nunca gerou tanta dúvida nas mesas de decisões das empresas e de seus departamentos de comunicação e marketing. Afinal, em quais canais apostar e o que, de fato, funciona e não funciona?

Em tempos de algoritmos e corrida por curtidas e compartilhamentos, o engajamento (cada vez mais difícil) é o pote de ouro que toda empresa busca porque passa a percepção de ser a solução para todos os problemas. Mas o que muitos executivos de marketing e comunicação ainda não enxergaram é que, mais do que se preocupar com “em quais mídias atuais apostar”, a luz no fim do túnel pode estar na criação de novos canais, isentos e apartidários, uma tendência que já conta com milhares de projetos no mundo. 

O grande diferencial desses novos canais é que tratam-se de meios recheados de informações precisas e aprofundamento técnico que, verdadeiramente, ajudam a empoderar pessoas, independente de seus focos de interesse.

Parece difícil? Nem tanto! Mas, para entender essa vocação, é necessário amadurecimento e aceitação de que estamos diante de novos tempos da comunicação. Acreditar que essa tendência de transmitir conteúdo de qualidade irá passar como uma tempestade de verão é ilusória e não vai ajudar na preparação para esse novo cenário: o mundo parece estar começando a entender que sem compartilhamento honesto, sustentabilidade e divisão de responsabilidades não temos futuro.

A nova pedida para obter sucesso e conquistar a confiança do consumidor é apostar em uma atuação transparente e honesta. Esse é o caminho para acompanhar um mundo que parece melhorar impulsionado pelos millennials e suas ideias e propósitos nobres de vida. As empresas precisam se convencer, definitivamente, de que apostar em conteúdo real, honesto e verdadeiro pode gerar muito mais valor para as marcas. É esta a grande virada de chave.

A reputação conquistada graças à opinião de experts, jornalistas e consumidores continua sendo relevante. Mas gerar canais com a única intenção de disseminar conhecimento e promover a discussão aberta será o grande trunfo, que apenas poucas marcas conseguirão alcançar. E quem ficar por último, ainda insistindo em estratégias jurássicas, não terá muito que fazer.

Nesse sentido, as agências de comunicação e os profissionais de assessoria de imprensa e relações públicas podem ajudar – e muito – na construção das verdadeiras pontes entre marcas e seus públicos, uma vez que possuem a capacidade de conhecer e entender quem é este consumidor, enquanto indivíduo e cidadão.

Por outro lado, para agências e profissionais de comunicação, nunca houve tanta oportunidade de pensar fora da caixa e apresentar novas soluções. As empresas estão ansiosas por isso. O que vamos criar hoje?

#empoderamento #relaçõespublicas #assessoriadeimprensa #conteudo #millenials #marketing #redessociais

Damaris Lago é jornalista e CEO da AtitudeCom
damaris@atitudepress.com.br

1 milhão pelos seus pensamentos

Marcas querem medir o comportamento invisível do consumidor para ter insights sobre suas decisões

Foi-se o tempo que, para medir a vontade do consumidor, as marcas encomendavam extensas pesquisas de campo, perguntando o básico.  Agora, por meio de técnicas de neuromarketing, com princípios científicos sobre como o cérebro funciona, é possível ter análises com interpretação inteligente, focada e orientada para o marketing. Com isso, a assessoria de imprensa pode se inspirar para criar campanhas muito mais assertivas, mas sem garantias e precisões para não perder a graça. 

O resultado do mapeamento de um estudo de neuromarketing revela processos cerebrais que combinados com projetos e procedimentos experimentais, fornecem insights sobre as decisões e ações do consumidor, invisíveis às metodologias tradicionais de pesquisa de mercado. Cá entre nós, não deixa de ser uma baita ajuda em tempos líquidos. 

O neuromarketing usa diversas ferramentas e técnicas para medir as respostas e o comportamento do consumidor, desde abordagens relativamente simples, como rastreamento ocular, até sensoriais mais complexos, como medição da transpiração, respiração e fluxo sanguíneo no cérebro  diante de imagens e áudios.

Com estes estudos, já se sabe por exemplo, que a maior influência no consumidor (decisão de compra) são os estímulos visuais (85%).  Já a ancoragem, outra técnica de marketing com base na neurociência, é uma das maiores iscas para  convencer um cliente em potencial a comprar algo pelo preço maior, embora o valor real seja bem menor. Esta técnica é uma das mais usadas por influencers e youtubers para vendas de cursos online. 

E aí, lembrou de algo que comprou nos últimos dias? Pode ser que você  tenha pagado muito mais caro do que valia. 

Damaris Lago é jornalista e CEO da AtitudeCom

O Desafio: o lançamento do perfume THE MOVE de Mercedes-Benz

Que tal entender um pouco mais de como a AtitudeCom elabora uma ação de cocriação com influenciadores digitais?

Bem, criar uma campanha para uma marca de renome internacional respeitando o conceito de atuação e regras mundiais de comunicação, é pra lá de interessante e motivador. Depois de debatido o tema e termos levantado algumas ideias e possibilidades, o cliente aprovou a campanha que melhor também agradou todos os envolvidos do projeto: o desafio THE MOVE, que resultou em um alcance médio de 12 milhões de pessoas.

Ao recebermos o briefing do nosso cliente as ideias foram surgindo, e o principal objetivo era manter fidedigno o conceito do produto: explorar movimentos e conversar com um público mais jovem, os Millenials, target da nova fragrância da Mercedes-Benz Parfums, o The Move.

Planejamos o macro e começamos a analisar diversos perfis de influencers que fizessem sentido para ação e correspondessem as expectativas do cliente. Convidamos André Martinelli (esportista / mahamudra); Thaigo Consani (artista plástico) e Léo Bacci (entretenimento). A ideia foi interagir com diferentes “tribos” e proporcionar uma troca de experiências. Cada um deles desafiou e foi desafiado a experimentar um novo movimento e sair da sua “zona de conforto”.

Neste meio tempo, demos andamento aos orçamentos, criamos um roteiro base, negociamos com fornecedores e locações que coubessem em nosso budget até fechamos o projeto como um todo. O próximo passo era grande e faz parte do DNA da AtitudeCom: cocriar conteúdo com os influenciadores digitais  escolhidos. Conversamos com cada web influencer para dividir o conceito do Desafio The Move e, principalmente, escutá-los para inserir o olhar e estilo dos três digital influenciadores, de forma que os conteúdos gerados mantivessem o DNA dos perfis. 

Desafio aceito!

Três dias intensos de gravação estavam por vir, foi neste momento que tiramos do papel todas as mensagens-chave do perfume que deveriam ser passadas de forma objetiva e leve, para resultar em um conteúdo fun e interativo. Pudemos sentir a entrega e veracidade de cada influenciador digital durante o projeto, o que é essencial para o resultado final agradar cada um deles, seus seguidores e a Mercedes-Benz Parfum. A grande sacada do desafio THE MOVE foi gerar engajamento entre os seguidores dos três influencers, e para isso, interligamos os três vídeos. Um conteúdo “chamava” o outro, e para ver o desafio completo, os seguidores deveriam assistir os vídeos nos diferentes perfis. 

Da aula de crossfit, para um rolê de skate na paulista e uma arte feita a mão livre com tinta spray e outras técnicas. No mínimo intrigante!  Como será que cada um se saiu?

A ação mostra que é possível criar conteúdo inteligente, divertido, motivador e que carrega a essência e o lifestyle da marca. Além de conversar com o público final e potenciais compradores, a marca ganha posicionamento e awareness. Apresentamos com muito orgulho os três vídeos!

Confira a ação completa nas redes da AtitudeCom:

Desafio 1: Crossfit

Desafio 2: Skate

Desafio 3: Grafite

Lais Aloise – Coordenadora de Atendimento da AtitudeCom

Tendências inadiáveis em comunicação para serem startadas até 2020

Tendências inadiáveis em comunicação para serem startadas até 2020

Entender os novos consumidores, como as controvérsias da geração Z e criar canais próprios de relacionamento com seus públicos, será  imprescindível para empresas bem-sucedidas. A inclusão dos relações públicas nesta missão, não é optativo.

A palavra-chave para os próximos anos para nortear ações de comunicação de marcas é, sem dúvida, relacionamento honesto em todas as esferas. Nas áreas de comunicação e marketing das empresas, nenhum esforço fará sentido se não for precedido, apoiado e  sedimentado em conversas sinceras e honestas com seus públicos. O novo consumidor exige respostas francas, diretas e embasadas em propósitos. 

Por isso, só perdurarão marcas que primam pelo respeito ao próximo e pela atuação responsável e sustentável: princípios para ajudar um planeta que pede urgência para sobreviver e onde a felicidade, já se sabe, não está na produção de imagens de hiper-realidade. 

Estas exigências precisam ser construídas agora. É inadiável. Caso esse não seja ainda o seu caminho  e esteja em suas mãos gerenciar o destino de uma empresa bem-sucedida, quanto antes agir, melhor porque essa não é uma missão que se constrói da noite para o dia:  é um processo feito com calma, conhecimento e altruísmo, uma vez que se trata de extrair a essência que emerge, observando a necessidade do consumidor.

O principal desafio será entender a geração Z e suas controvérsias, apesar de tudo, jovens que instigam e ganham credibilidade, pelo menos pelo discurso. Um estudo etnográfico, realizado pela agência We Are Social, sobre a geração Z e o futuro dos consumidores para produzir o relatório “Nós Somos Gen Z: seu Poder e Paradoxo”, aponta que os nativos digitais querem desafiar a própria mentalidade, mas buscam encontrar pessoas que pensam  da mesma forma. Influenciar para eles, só se for por pessoas com propósitos e ideias bem definidas. Menos pluralidade e mais objetividade (nichos). Obter informação pelo digital não é tudo. Eles aceitam e adoram o papel impresso, porque o que importa é a qualidade do conteúdo. 

Exatamente aqui entra o importante papel da assessoria de imprensa. Mais do que nunca, os relações públicas precisam ser incorporados nas reuniões de decisões da diretoria das empresas. Esses profissionais podem alavancar e instaurar a compreensão nas conversas entre marcas e seus públicos.  Vem dos RPs a percepção mais intuitiva para a construção de pontes. Eles podem fornecer ferramentas de relacionamento entre as partes, de forma decisiva e poderosa.

É um desperdício e, muitas vezes, um caso de suicídio, quando empresas lembram das agências de PR somente em momentos de crise de imagem e ameaças instauradas. Os relações públicas precisam e devem participar de todas as etapas de construção da imagem da empresa, mantendo a conexão com todos os  pares, incluindo os times do departamento de marketing e comunicação, até a aprovação final de estratégias e campanhas. Mais do que isso, toda ação e ideia levantadas devem contar com o estudo e a análise da agência parceira em PR.

Mudanças no setor

As agências de relações públicas tradicionais estão com os dias contados. Isso porque elas devem ir além da nota de imprensa. É preciso ampliar a atuação, desenvolvendo ideias para novos canais de mídias sociais e plataformas de interação com públicos. Os esforços serão para a construção de conteúdo inteligente. Menos volume e stress e mais consciência e nicho. Resumindo: a criação de canais próprios de marcas de interação e engajamento é para ontem.

O trabalho de agências com os influencers, os influenciadores digitais como são conhecidos, será mais educativo e colaborativo,  neste momento, no formato cocriação. O custo para manter perfis atualizados é grande, e as empresas precisam se envolver de forma mais dinâmica para proporcionar cenários e experiências. Neste caso, o papel dos relações públicas é desenvolver assuntos em parceria no mesmo modelo que faz com jornalistas e mídias tradicionais. Claro, respeitando a  espontaneidade de cada um.

Porém, nada disso será possível para marcas que insistem em oferecer produtos e serviços de qualidade duvidosa, mesmo porquê, com tudo isso, as pessoas estão cada vez mais conscientes e empoderadas e, é claro, não aceitarão qualquer coisa. 

O caminho natural é a informação como moeda de troca e o compartilhamento justo em forma de parceria, sempre sincera e real. 

Sim, o mundo parece estar melhorando de verdade!

DAMARIS LAGO  – Jornalista e CEO Da AtitudeCom Estratégia em Comunicação